ia – Sobre
Ouro Preto - foto de Germano Neto Ouro Preto - foto de Germano Neto

O ia é um instituto cultural sem fins lucrativos centrado no compromisso social por meio da arte. Foi concebido como uma instituição que edifica o diálogo universal entre as comunidades do entorno da região de Ouro Preto e Mariana com a arte contemporânea.

Atua a partir da pesquisa, da educação, do desenvolvimento e concepção de projetos culturais de curta a longa duração. O ia pretende se estabelecer como uma plataforma colaborativa de conjugação e difusão de saberes, catalisando o potencial criativo presente nessas associações entre artistas, artesãos e comunidade.

Se baseia no conceito de “glocalização” - que se refere a presença da dimensão local na produção de uma cultura global - fomenta a constante conexão entre pesquisas e produções locais em trânsito, como um canal nacional e internacional, constituído a partir de uma rede aberta de relacionamentos.

Como uma instituição inovadora busca agregar valores da diversidade social, da tecnologia, da sustentabilidade e da economia criativa, articulando novas linguagens e integrando conhecimentos. Deste modo, impulsiona que artistas explorem o significado e o impacto dessas experiências no seu próprio trabalho, no território e na troca com outros agentes, gerando um legado permanente e contínuo no patrimônio material e imaterial brasileiro.

missão

O ia tem como missão viabilizar o desenvolvimento das comunidades, inicialmente de Ouro Preto, Mariana e região, fomentando as expressões artísticas endêmicas - portanto exaltando a diáspora africana e a gênese da nacionalidade -, por meio de residências artísticas que promovam diálogos com a arte e artistas do mundo em seus processos de criação.

visão

Promover o entendimento do panorama contemporâneo gerando reconhecimento e pertencimento histórico-cultural por meio da arte e suas vertentes.

valores

sustentabilidade

Conexão das três bases do tripé da sustentabilidade: integração do cidadão histórico e sua produção com o ambiente, integrando à linguagem artística a expressão da conservação e valorização dos recursos naturais.

integração

Preservação e análise do contexto histórico-cultural, mesclando expressões e leituras, a fim de fomentar uma relação de simbiose com as comunidades locais.

interdisciplinaridade

Promoção da relação entre historiadores, arquitetos, artistas, curadores entre outros profissionais, para debate com a comunidade sobre o patrimônio e os sujeitos patrimoniais, estabelecendo o iA como fórum para diálogo sobre arte.

transparência

Idoneidade de todos os processos administrativos e financeiros; uma gestão honesta e comprometida com as leis em vigor.

Maria Isabel do Amaral Gurgel

idealização e coordenação geral do projeto

Nos anos 1990, estudou design moveleiro com Angélica Santi e iniciou suas atividades como designer. Em 1995, abriu a Antagônica Design e Arte em sua cidade natal, Jundiaí, uma loja de design de móveis e galeria de arte, quando representou diversos artistas e designers nacionais e internacionais como: Gustavo Rosa, Antonio Peticov, Ivald Granato, Roberto Aguilar, Gregório Gruber, Vera Café, Beccheroni, Irmãos Campana, Moshe Gorban, Duílio Ferronato, Ingo Maurer, Rosenberg Ring, entre outros. Logo em seguida, viajou para Minas Gerais e, impressionada com a riqueza do artesanato mineiro, inaugurou um novo ponto, a Viela Rica, uma feira de rua que misturava do design italiano ao artesanato mineiro. Em 2002 iniciou um projeto social no distrito de Antônio Pereira, criando a marca Preguiçosa, uma linha de colchas, almofadas, tapetes e pufes feitos por mulheres de baixa renda no distrito em Ouro Preto, a partir da releitura de técnicas tradicionais mineiras. Ministrou cursos de produção cultural pelo FAT e oficinas ligadas à cultura e gestão cultural como “O caminho do artesanato no mercado brasileiro” e “Mapas urbanos: qual é o caminho da cidade histórica?” nos Festivais de Inverno em Minas Gerais. Produziu, via a empresa Comunicação Nacional, em Ouro Preto, o 1º Concerto de Sinos, conduzido pelo maestro catalão Llorenç Barber, discípulo de John Cage. À convite do professor doutor Oliver Tabares, realizou, na Universidade de Medellín (Colômbia), a palestra “Projeto FAOP | Fundação de Arte de Ouro Preto: arte e patrimônio”. De 2007 a 2011 foi assessora de comunicação da Fundação de Arte de Ouro Preto, entidade pública vinculada à Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. Desenvolveu projetos no estado de Minas Gerais junto à G11 | Associação para o Desenvolvimento da Arte e da Cultura, criando e dando suporte a exposições e projetos especiais. Atualmente é presidente do Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto - iA - e idealizadora e responsável pelo projeto “B*Art - a new path”, em Barbados, Caribe. Por vocação, dedicou-se à política cultural para entender e buscar um sentido de universalização, acesso e desenvolvimento econômico sustentável como forma do entendimento do eu coletivo e da valorização de cada indivíduo no processo artístico.

Saulo Rios

assessoria de comunicação

Jornalista, formado pela Universidade Federal de Viçosa, especialista em Comunicação, Imagens e Culturas Midiáticas pela Universidade Federal de Minas Gerais e mestre em Comunicação e Temporalidades pela Universidade Federal de Ouro Preto. Além de se dedicar à pesquisa sobre os atravessamentos entre arte, cultura e política, vem atuando à frente da assessoria de comunicação de projetos culturais e sociais há mais de 10 anos, com passagens pela Orquestra Ouro Preto, Fundação de Arte de Ouro Preto, além de shows, espetáculos teatrais e exposições artísticas.

Sirlene Ciampi

assessoria administrativa e financeira

Formada em Administração de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi atua desde 1994 prestando consultoria na utilização dos mecanismos de incentivo fiscal à cultura. Executa desde o estudo do mecanismo mais adequado até a habilitação do projeto junto ao órgão incentivador. Especializada em prestação de contas e execução financeira de projetos incentivados por leis federais e estaduais.

Erika Dias

comunicação digital

Mestra em estudos de linguagens, professora universitária e pesquisadora de doutorado em comunicação digital. Especialista em planejamento estratégico de comunicação, redes sociais e linguagens digitais, tem desenvolvido cursos, consultorias e projetos de comunicação e marketing para empreendedores e instituições há mais de uma década. Leva na bagagem dois prêmios de jornalismo e a expertise em corporações nacionais e internacionais. Possui certificações em conteúdo digital pela Hubspot, Rock Content e Google.

Traust it

tecnologia

A Traust é formada por uma equipe de jovens, coordenada pelo fundador Gerhard Diefenthaeler. Sua expertise é transformar ideias audaciosas em negócios digitais trazendo soluções carregadas pelo estado da arte em tecnologia da informação, junto a uma criação artística original. Desde 2017 realiza vários projetos, dentre eles: identidades digitais, produtos mínimos viáveis, buscadores, lojas virtuais, marketplaces, plataformas de negócios inovadoras e disruptivas. A Traust se compromete com a visão do cliente e realiza planejamento alinhado com as suas necessidades. Sistemas web são pensados desde o design inicial com foco nos mais diferentes tamanhos de telas dos dispositivos e saem prontos para serem indexados, com o melhor formato, pelos provedores de busca da internet.

Recherche de Ouro Preto onde o sujeito é o tempo

O Sujeito Institucional de Ouro Preto e suas sensações:

Pintura conceitual biológica da vida e da arte da política e da economia.

Reidratação dos vetores secos da célula rizomática adormecida da cidade de Ouro Preto.

Aproximando de Ouro Preto visualizo a espacialização rizomática da RECHERCHE e converso em pensamentos com Gilles Deleuze.

Um rizoma não começa nem conclui, ele se encontra sempre no meio, entre as coisas, intermezzo.

“O rizoma é feito somente de linhas: linhas de segmentaridade, de estratificação, como dimensões, mas também linha de fuga ou de desterritorialização como dimensão máxima segundo a qual, em seguindo-a, a multiplicidade se metamorfoseia, mudando de natureza” (DELEUZE; GUATTARI, 1995).

“Oposto à árvore, o rizoma não é objeto de reprodução: nem reprodução externa como árvore imagem, nem reprodução interna como a estrutura-árvore. O rizoma é uma antigeanologia [porque ele se transforma, se multiplica infinitamente]. É uma memória curta ou antimemória” (Ibidem).

O rizoma procede por variação, expansão, conquista, é captura da picada oposta ao registro congelado da fotografia, do desenho, oposto aos decalques. O rizoma se refere ao mapa que deve ser produzido, construído, sempre desmontável, conectável, reversível, modificável, com múltiplas entradas e saídas, com suas linhas de fuga. São os decalques que devem ser referências nos mapas e não o inverso. Decalcar significa retirar as sensações da matéria e do tempo.

Observo no desenho de Ouro Preto, seus platôs como uma região contínua de intensidades, vibrando sobre ela mesma, e que se desenvolve evitando toda orientação sobre um ponto culminante ou em direção a uma finalidade exterior. Entendo por platô toda a multiplicidade conectável com outras hastes subterrâneas superficiais de maneira a formar e entender um rizoma.

Nesta paisagem rizomática de Ouro Preto surge o haver de um agenciamento coletivo da enunciação, um agenciamento maquínico de desejo: um no outro; ligados no prodigioso das sensações que fazem a multiplicidade.

Quais sensações?

A Recherche é uma máquina.

Inicia-se a RECHERCHE que debate entre a arte e a vida.

Arte contemporânea é tudo que quiser.

A arte contemporânea é uma máquina e funciona como tal.

A obra de arte contemporânea não tem problema de sentido, ela só tem um problema: de uso, de funcionalidade sistêmica.

A obra de arte como produtora de verdades, com aspectos da mesma produção: criar, lembrar, interpretar, decifrar e traduzir.

A obra de arte gera o equivalente espiritual da lembrança e da expressão.

A Recherche se desvia sucessivamente das observações das coisas e da imaginação criativa. A Recherche produz e difere do descobrir e do criar.

A Recherche decodifica e recodifica todas as nossas linguagens sociais para lermos a nós mesmos.

Porque não construir um Instituto de Arte Contemporânea em Ouro Perto como provocador da memória involuntária que produza ressonâncias das cidades históricas pelas serras à dentro de Minas Gerais?

O iA - Instituto de Arte Contemporânea de Ouro como um agenciamento coletivo que forme o platô das ressonâncias da comunidade cultural nacional e internacional.

As ressonâncias no tempo extrai seus próprios pedaços e os faz ressoar segundo sua finalidade específica, mas não os totaliza, visto que se trata sempre de um “corpo a corpo”, de uma “luta” ou de um “combate”. E que é produzido pelo processo de ressonância, na máquina de fazer ressoar, é a essência singular, o ponto de vista superior aos dois momentos que ressoam, em ruptura com a cadeia associativa que vai de um ao outro: as cidades históricas em sua essência tal como não foi vivida; cidade de Ouro Preto como ponto de vista tal como nunca foi vista. Esse é o convite da Recherche que o ia vai propor.

Ressonância do Instituto como produtora de um efeito estético e artístico com estilo que nos traz o sujeito desta fala: O TEMPO

O que o projeto propõe é fazer redescobrir o tempo tal como ele nasce e se encontra envolvido da essência: idêntico a eternidade.

A memória involuntária é a essência localizada no tempo como rebatimento à cristalização da memória voluntária do atual entendimento das cidades históricas, em especial Ouro Preto e Mariana.

O que se entende por memória voluntária é que vai de um presente atual a um presente que “foi”, isto é, alguma coisa que foi presente, mas não é mais. O passado da memória voluntária é, pois duplamente relativo: relativo ao presente que foi; mas também relativo ao presente como referência ao que é agora passado. O que vale dizer que essa memória não se apodera diretamente do passado ela o recompõe como presente: a memória voluntária procede por instantâneos e escapa o ser-em-si do passado com seus mecanismos que faz como se o passado se constituísse como tal depois de ter sido presente para que precedente passasse ou tornasse passado.

“(...) as exigências conjuntas da percepção consciente e da memória voluntária estabelecem uma sucessão real onde,

Não retornamos de um presente atual ao passado, não recompomos o passado com os presentes, mas situamos imediatamente no próprio passado que, este passado não representa alguma coisa, mas foi alguma coisa que é e coexiste consigo mesmo como presente: que o passado não pode se conservar em outra coisa que nele mesmo, porque é um em si, sobrevive em si e se conserva em si. Este ser-em-si do passado que é a coexistência virtual do tempo na memória.

Em contra partida, a memória involuntária tem, porém, uma característica específica: ela interroga o contexto da cidade, torna o antigo contexto inseparável da sensação presente que a Recherche provoca. Porque a memória involuntária é a essência localizada no tempo.

A essência que se encarna na lembrança involuntária não nos revela o tempo original; faz-nos redescobrir um novo tempo - o próprio tempo perdido. Ela surge bruscamente em um tempo já desdobrado, desenvolvido, e no âmago desse tempo que passa redescobre um centro de envolvimento que nada mais é do que a imagem do tempo original. Por isso as revelações da memória involuntária são extraordinariamente breves não se poderiam prolongar sem nos causarem danos.

“A memória involuntária nos dá a eternidade, mas de tal forma que não tenhamos a força de suportá-la mais do que um instante, nem o meio de descobrir-lhe a natureza. O que ela nos dá é, antes, a imagem instantânea da eternidade” (DELEUZE, 2010). Porque a memória involuntária é uma morte, é uma perda. E é através dela que nós nos renovamos.

Surge no contexto da fixidez das lembranças, a da alteração das mortes universais o movimento do tempo, de um passado ao presente se duplifica em um movimento forçado de maior amplitude em sentido inverso que varre os dois momentos, ressalta o intervalo entre eles e faz recuar o passado. (São os fluxos dos movimentos quânticos na memória)

O tempo desenha o “horizonte”, as mortes universais dilatam o tempo, a ressonância o contrai o máximo no corpo. Não é a rigidez cadavérica das formas é a fixidez das sensações da morte e das perdas, é a percepção contraída e breve da eternidade. E é o signo obra de arte que nos fornece essa eternidade.

Nesta astronomia apaixonada, o instrumento da Recherche é o telescópio e não o microscópio (o mirante do sujeito da Recherche) que rege os fragmentos de universos desbaratados: do que se vê longe, o choque entre os mundos e os desdobramentos das partes uma nas outras. O sujeito da Recherche é um astrônomo.

No olhar astronômico, o tempo perdido introduz distância entre as coisas, o tempo redescoberto contrário estabelece uma contiguidade entre coisas distantes, complementar conforme seja o esquecimento ou a lembrança que operem entre pólos fragmentados e irregulares dos signos das obras de arte.

Tempo perdido, o esquecimento.

Tempo redescoberto, a força da lembrança.

Na linguagem dos signos, só há verdade naquilo que é feito para enganar. Que o nosso herói da Recherche seja um detetive com suas conexões. Há uma pulverização do eu, na construção da Recherche por que o sujeito é o tempo. O herói da Recherche é o visitante. E o olhar desse sujeito é astronômico, é o universo, é o firmamento.

O projeto do iA - Instituto de Arte Contemporâneo de Ouro Preto procura a “ressureição” através das transversais do tempo redescoberto em oposição das transversais incomunicantes dos signos, provocando a multiplicidade do eu do herói da Recherche: a mentira pertence à linguagem dos signos.

O ciúme é a transversal da multiplicidade amorosa.

A viagem é a transversal da multiplicidade dos lugares.

O sono, a transversal das multiplicidades dos momentos do tempo interno e do tempo externo.

Recherche e suas três espécies de máquinas:

  • Máquinas de objetos parciais (Pulsões - signo obra de arte)
  • Máquinas de ressonâncias (Éros - concepção da curadoria)
  • Máquinas de movimentos forçados (Tanatos - corpo do sujeito)

O agenciamento dos locais:

Ouro Preto - O tempo perdido por fragmentação dos objetos parciais.

iA - O tempo redescoberto por ressonância.

Inhotim - O tempo por amplitude do movimento forçado do tempo redescoberto por ressonâncias e ecoando estradas à fora nas serras de Minas Gerais.

Parto dos três maquinismos da automação da máquina da Recherche, para construção dos insights nos visitantes:

  • O iA pretende ecoar o tempo com suas linhas prevalecendo às ressonâncias da vida, o Éros, como perda do passado cristalizado na forma de se entender a cidade de Ouro Preto.
  • Torna o tempo redescoberto do presente como condição de conexão, propondo uma comunicação que não seja colocada como princípio, mas que resulta do jogo dos maquinismos.
  • Com focos de iluminação na apresentação das propostas culturais dos signos, as obras de arte.
  • Serão insights sobre o tempo, para a compreensão de que o tempo não é um todo, pela simples razão de ser a instância que impede o todo e que nos fornece nas multiplicidades dos signos, pistas a serem decifradas pelo olhar astronômico que pretendemos provocar no visitante.

Sigo as pistas que nos levam de encontro ao ouro preservado em Ouro Preto:

  • Onde está o ouro das riquezas passadas de Vila Rica?
  • Com o sujeito tempo e as suas linhas de seguimenta- ridade e de estratificação como dimensões, mas também as linhas de fuga ou desterritorialização, como dimensão máxima dos procedimentos de variação, expansão, conquista, captura e picada com suas múltiplas entradas e saídas (princípio da contaminação).

Nessa transversal do tempo, o Museu de Arte Contemporânea de Ouro Preto, construirá com sua multiplicidade de conexões locais e para outros lugares, a internacionalização da cultura e seu desenvolvimento político regional.

Nessa criação pictórica e sistêmica da Recherche ocorre o perfil institucional do iA - Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto: o princípio da teia da aranha como signo contemporâneo do olhar rizomático espacializado no antigo urbanismo colonial de Ouro Preto.

Com esta visão rizomática, o iA pretende abrir pontos de fuga que gerem desterritorialização que se metamorfoseia, mudando a natureza que se encontra a cidade. O Instituto não pára de perseguir.

Linhas do tempo, contra o tempo estagnado.

Linhas de fuga contra os limites dos muros do entorno urbano, abrindo brechas.

Toda a Recherche é uma perseguição amorosa da memória involuntária que Ouro Preto desperta nesta concepção do ia. (O Instituto traz uma nova gestação para a cidade de Ouro Preto).

Este é o projeto-teia que surge da ressonância da espacialização rizomática sobre o projeto do século XVII (Ouro Preto) quando iniciava-se a globalização do planeta; é a Recherche que o Instituto irá tecer: quando se faz, quando se tece em cada fio, quando se movimenta por este ou aquele signo das obras de arte.

A teia é a aranha, a teia e o corpo são a mesma máquina.

Sensibilidade involuntária +

Memória involuntária +

Pensamentos involuntários =

Corpo – Aranha

Aracne será a memória curta rizomática, o decalque na cartografia colonial da memória longínqua de Ouro Preto. É só recarregar as baterias celulares da teia - que é a célula mãe Ouro Preto - e, realimentá-la molecularmente com o tempo presente que se aproximará virtualmente o futuro do passado.

Vera Café
Artista plástica e fundadora
do ia – Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto
In Memorian